Grupos vulneráveis são os mais afetados pela crise do clima
Foto: Mídia Ninja
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Pessoas em situação de vulnerabilidade são as que menos contribuem para a emissão dos gases poluentes
e, em contrapartida, as que mais enfrentam as consequências
O relatório da Oxfam Igualdade Climática: Um Planeta para os 99%, de 2019
levantou que 1% da população mais rica emitiu a mesma quantidade de CO2 que 66% da mais pobre
Na prática, cada 1 dessas pessoas mais abastadas produziu, sozinha, o que 66 pessoas de baixa renda produziram em conjunto
Na prática, cada 1 dessas pessoas mais abastadas, produziu sozinha o que 66 pessoas de baixa renda produziram em conjunto
Foram 77 milhões de pessoas poluindo tanto quanto 5 bilhões
Em 2021, a estimativa foi de que até 2030 esse 1% da população emita 30 vezes mais além do limite determinado no Acordo de Paris
Em meio a tudo isso, as mulheres são as mais afetadas
80% dos deslocados por desastres climáticos fazem parte desse grupo
Isso ocorre porque pessoas do sexo feminino geralmente são as que menos tem acesso à recursos - tecnologia, por exemplo - que podem auxiliá-las na adaptação
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A mesma lógica se aplica a outros grupos comocrianças, idosos, indígenas e trabalhadores do campo
Pensando nesses fatores, a "justiça climática" significa buscar que os reais causadores desses danos sejam devidamente responsabilizados
Pensando nesses fatores, a justiça climática busca garantir que os reais causadores desses danos sejam devidamente responsabilizados
E também que todos possam ter o apoio adequado para enfrentar as alterações no clima
A sugestão para a diminuição dessas desigualdades é que seja feita uma redistribuição econômica e reparação de injustiças
Para que isso aconteça, foi sugerido que países com mais recursos ofereçam suporte financeiro e tecnológico aos menos industrializados
O Acordo de Paris, por exemplo, determina que países ricos destinem 100 bilhões de dólares por ano para projetos de adaptação climática em países em desenvolvimento